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Serra Gaúcha avança para ter aeroporto próprio: Aeródromo de Bento Gonçalves caminha para homologação

  1. Publicado em 13/08/2026
Serra Gaúcha avança para ter aeroporto próprio: Aeródromo de Bento Gonçalves caminha para homologação

Depois de mais de uma década de espera, o sonho de ter voos comerciais na Serra Gaúcha ganha novos capítulos. O Aeródromo Municipal de Bento Gonçalves está em processo avançado de homologação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), com o objetivo de deixar de ser um equipamento de uso restrito e se tornar um vetor logístico e econômico para toda a região.

O pedido tramita na agência desde 2015. Em março de 2026, um passo técnico decisivo foi dado: a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou a inspeção em voo para homologação do sistema APAPI da pista, nos dias 19 e 20. O equipamento é essencial para garantir a segurança das operações, especialmente em condições de baixa visibilidade e aproximações noturnas. Em agosto, o Jornal Semanário publicou o segundo capítulo de uma série especial acompanhando os voos de inspeção do aeródromo.

Potencial logístico e econômico

A nova pista é vista pelas lideranças locais como um vetor estratégico de conectividade para Bento Gonçalves, um dos principais polos econômicos e turísticos da Serra Gaúcha. A expectativa é que o aeroporto passe a receber voos particulares e investimentos federais, abrindo caminho para operações comerciais regulares que aproximem a região de grandes centros.

O movimento não é isolado. A Serra Gaúcha vive um momento de efervescência no setor aéreo, com projetos que se complementam:

  • Novo aeroporto da Serra — projeto com pista de 1.930 metros e pátio para oito aeronaves, atendendo Bento Gonçalves e Caxias do Sul, com licitação autorizada pelo Ministério da Infraestrutura.
  • Mobilidade aérea do futuro — acordo entre a FlyBIS e o Grupo Sirena para viabilizar voos de eVTOL (carros voadores) conectando Gramado aos aeroportos da região.
  • Caso Canela — em paralelo, o Aeroclube de Canela contesta regras da Infraero para evitar despejo do aeródromo local, mostrando a movimentação em torno da aviação regional.

O que falta para decolar

A homologação é a etapa que credencia o aeródromo a operar com mais segurança e, futuramente, a receber tráfego comercial. Ainda não há data oficial para o início dos voos, mas a sequência de inspeções e o interesse público e privado indicam que a Serra Gaúcha está mais perto do que nunca de ter sua própria porta de entrada aérea.

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