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Secretaria de Saúde promove programação alusiva ao Setembro Amarelo

Seminário, ações e atividades desenvolvem espaços de difusão, de escuta e de acolhimento sobre os temas

  1. Publicado em 02/09/2026
Secretaria de Saúde promove programação alusiva ao Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo é o mês referência que enfatiza ações e atividades de conscientização e prevenção ao suicídio e, por extensão, a saúde mental. A Secretaria de Saúde promove programação alusiva tendo como tema “Saúde Mental em Rede: acolher, cuidar e prevenir” reforçando e ampliando espaços de escuta, de diálogo e de empatia na rede de cuidado.

A prevenção ao suicídio não se limita ao mês 09 do calendário, e, sim, diariamente, por meio de acolhimento, da escuta qualificada, da identificação de sinais de sofrimento e da oferta de cuidados às pessoas que necessitam de apoio, de suporte, de atenção.

Assim, ao londo do mês serão realizadas atividades educativas, rodas de covnersa, encontros profissionais, ações de sensibilização e momentos de diálogos com trabalhadores e comunidade, nos territórios, buscando difundir e acessibilizar conhecimentos e informações sobre a saúde mental. O movimento fortalece a atuação integrada dos serviços da rede desenvolvendo uma cultura de valorização da vida.

No dia 11, a partir das 8h, na Fundação Casa das Artes, ocorre o Simpósio Municipal de Saúde Mental reunindo profissionais e trabalhadores da rede para debater estratégias de prevenção, cuidado e articulação na Rede de Atenção Psicossocial. No dia 12, a partir das 9h, equipes do Setor de Saúde Mental e do NUMESC promovem ação para reduzir estigmas relacionados ao temas dos transtornos mentais (ansiedade, depressão, TOC, entre outros) evitando o agravamento e facilitando a busca por ajuda.

“A programação foi estruturada de modo que expressasse da corresponsabilidade que temos sobre a prevenção do suicídio e a saúde mental. De perceber que um usuário/usuária que está no posto não está bem, de notar os sinais. É um cuidado que se espraia para outras instituições como escola, na assistência social, entre outros setores, para termos uma base sustentável forte de acolhimento e compreensão. É prevenir antes da crise”, destaca a psicóloga e coordenadora da Saúde Mental, Giovana Brugnera.

O Seminário é um recorte da contemporaneidade que vai desde a Atenção Primária, as urgências atendidas pelo SAMU, até o vício das apostas online, conhecidas como bets, que cresce exponencialmente os casos de desestruturação psíquica e familiar. Da ponta ao serviço especializado, o paciente não fica sem assistência, tendo suporte ampliado e acompanhamento pela rede.

O Setembro Amarelo possibilita falar de temas que traz estigmas e mitos, pre-conceitos e preconceitos. Por isso, é preciso desnaturalizar as práticas nocivas que podem levar a atos extremos; o silêncio e a negligência precisam ser quebradas. A saúde mental e o bem-estar é direito fundamental, e prevenir sempre é a melhor atitude.

Entre os sinais que merecem atenção estão o isolamento social, tristeza ou irritabilidade persistentes, perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer, alterações importantes no sono e no apetite, queda significativa no desempenho de atividades cotidianas, sentimentos de desesperança, culpa ou de que é peso para outras pessoas, mudanças repentinas de comportamento.

“Também é importante levar a sério falas relacionadas à morte, ao desejo de desaparecer, à falta de esperança ou à sensação de não encontrar saída. São sinais que não podem ser ignorados ou tratados como ‘apenas uma fase’. Estar atento não significa diagnosticar ou assumir sozinho a responsabilidade pelo cuidado. Significa, sim, perceber, acolher e aproximar a pessoa de ajuda profissional”, enfatiza Giovana.

Para a Secretária de Saúde, Daiane Piuco, falar sobre saúde mental é muito mais do que lembrar uma campanha. É assumir, todos os dias, o compromisso de construir ambientes mais humanos, promover uma escuta qualificada e acolhedora, respeitar os limites de cada pessoa e garantir que o cuidado esteja acessível a quem precisa. O sofrimento psíquico não escolhe um mês do calendário.

“Ele pode surgir em janeiro, fevereiro, março ou em qualquer outro momento da vida e continua existindo quando as campanhas terminam e os cartazes amarelos saem de cena. Como Secretária Municipal de Saúde, acredito que cuidar da saúde mental significa fortalecer uma rede de apoio permanente, ampliar o acesso aos serviços e reafirmar que acolhimento, prevenção e cuidado não têm data para começar ou terminar. Nosso compromisso é diário, porque cuidar da saúde mental é, acima de tudo, cuidar da vida”, enfatiza Daiane.

Programação Seminário de Saúde Mental

8h – Abertura com “A rede de atenção psicossocial como uma rede de cuidado compartilhada”, com Giovana Brugnera, coordenadora do Setor de Saúde Mental da Secretaria de Saúde

8h15 – “Determinantes sociais da saúde e vulnerabilidade social: um olhar ampliado sobre saúde mental”, com Ana Paula Cordenonsi, assistente social do CAPS II e da UPA

8h45 – “A importância do primeiro acolhimento: o papel da Atenção Primário”, com a enfermeira Viliane Carrario, da ESF Tancredo

09h15 – “Cuidando de quem cuida: Saúde Mental do Trabalhador”, com Dr. José Luiz de Medeiros, médico-psiquiatra

10h – “CAPS e Atenção Especializada: quando o cuidado precisa ser intensificado”, com Dr. Vinícius Ribeiro, médico-clínico do CAPSi e AD

10h30 – “Da rua à rede: o papel do SAMU no cuidado das urgências em saúde mental”, com a coordenadora do órgão, Melissa Bonatto

11h – “Saúde Mental nas escolas: estratégias de intervenção”, com a supervisora do Programa Saúde na Escola, Kátya Vieira de Carvalho

13h30 – “Saúde Mental: ente BETs e IA, um cuidado contínuo”, com o Dr. Rodrigo Tramontini, médico-psiquiatra

15h30 – Mesa-redonda – “Saúde Mental como estratégia de prevenção: por que precisamos cuidar antes da crise?”

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