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Novo aterro da Proamb receberá investimentos de R$ 20 milhões

Unidade deve entrar em operação em 2027, em Montenegro, com capacidade para receber cerca de 10 mil m³ de resíduos industriais por mês

  1. Publicado em 02/09/2026
Novo aterro da Proamb receberá investimentos de R$ 20 milhões

Com a iminência de receber a Licença de Instalação (LI) do novo aterro industrial em Montenegro, no Vale do Caí, a Fundação Proamb está na expectativa de começar as obras de uma das maiores centrais de disposição de resíduos industriais do Rio Grande do Sul. A perspectiva é que o documento seja expedido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) nas próximas semanas, permitindo o início imediato da construção.

Numa área de 46 hectares às margens da ERS-124, outrora utilizada para extração mineral, a Proamb investirá R$ 20 milhões, com financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Os trabalhos terão início tão logo a LI seja expedida, com previsão de 10 meses até a entrega da estrutura. "Se esse avanço se confirmar neste segundo semestre, o aterro industrial pode ficar pronto por volta da metade de 2027", estima o diretor de Operações da Proamb, Gustavo Fiorese.

A nova unidade está sendo projetada para receber aproximadamente 10 mil metros cúbicos de resíduos industriais Classe I e Classe II por mês. A Proamb prevê para o espaço uma autonomia próxima de 30 anos, e trata o projeto como estratégico para a sua expansão e também para o parque industrial gaúcho. "Estaremos localizados entre os dois principais polos industriais do Estado, a Serra e a Região Metropolitana, ampliando a estrutura disponível para a destinação de resíduos industriais no Rio Grande do Sul e favorecendo, assim, a competitividade do setor", diz Fiorese.

Além disso, o projeto destacará Montenegro como cidade indutora da sustentabilidade. "Teremos tecnologia de ponta no segmento, o que posicionará Montenegro entre as cidades com maior comprometimento ambiental do Brasil", comenta o diretor. Até 2012, a área que receberá o investimento, na comunidade de Pesqueiro, foi explorada como jazida comercial para extração de solo argiloso, saibro e basalto, estando atualmente fechada e degradada por décadas de exploração mineral. "Com a implantação do aterro, haverá revitalização do espaço e ocupação controlada, balizada pelo licenciamento ambiental e normas vigentes", complementa Fiorese.

Com a ideia de ampliar sua atuação na valorização dos resíduos industriais, a Proamb também prevê investimentos em tecnologia voltados ao coprocessamento e à economia circular. A Fundação está investindo na aquisição de novos trituradores austríacos para ampliar a capacidade de produção de combustível derivado de resíduos (CDR) na unidade localizada em Nova Santa Rita, onde são produzidas 25 toneladas por hora do material. "A meta é dobrar a capacidade licenciada de blendagem", diz Fiorese. Na mesma unidade, a empresa está estruturando uma frente de negócios dedicada à economia circular. A proposta é transformar resíduos em matéria-prima para outros processos produtivos. "O objetivo é fechar o ciclo: reduzir a extração de recursos naturais, dar destinação nobre a rejeitos e devolver valor à cadeia produtiva, ao mesmo tempo em que diminuímos a pegada ambiental das indústrias que atendemos", explica Fiorese.

Dessa forma, a Proamb reafirma uma trajetória de 35 anos marcada pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável, consolidada a partir de um amplo ecossistema de soluções ambientais que continua em expansão e evolução. Nesse sentido, fazem parte unidades de negócio em Bento Gonçalves, Pinto Bandeira, Farroupilha e Nova Santa Rita, com atuação em diferentes etapas da gestão ambiental. As frentes abrangem educação, análises laboratoriais, engenharia ambiental, triagem, armazenamento, destinação e preparação de resíduos para coprocessamento. O ecossistema também contempla a realização da Fiema, maior feira ambiental do sul do país, e a atuação da organização como ICT – Instituição de Ciência e Tecnologia –, o que permite apoiar clientes em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, inclusive com acesso a linhas de crédito subsidiadas como as da FINEP e a benefícios fiscais como a Lei do Bem.

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