GCM recebe uma nova viatura
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3 horas atrás

Bento Gonçalves (RS) – Após um primeiro semestre marcado por instabilidades no setor produtivo, a economia de Bento Gonçalves dá sinais claros de recuperação. De acordo com dados divulgados pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG), a indústria moveleira – uma das principais forças econômicas da cidade – voltou a crescer no segundo semestre e deve fechar 2025 com alta de até 6% no faturamento.
Com o reaquecimento do setor, empresas locais têm ampliado suas linhas de produção e recontratado mão de obra, revertendo o cenário de estagnação registrado no início do ano. “Tivemos um primeiro trimestre difícil, com queda nas exportações e custos elevados de produção. Mas, a partir de maio, os pedidos começaram a aumentar, tanto do mercado interno quanto externo”, afirma Marcos Piva, diretor de uma das maiores fabricantes de móveis da região.
O otimismo do setor moveleiro reflete diretamente na economia da cidade. Segundo o último levantamento do CAGED, Bento Gonçalves criou mais de 800 postos de trabalho com carteira assinada entre junho e agosto, sendo boa parte concentrada na indústria. O número representa um avanço de 12% em relação ao mesmo período de 2024.
Além do setor moveleiro, o enoturismo também tem contribuído para a movimentação econômica local. A alta temporada de inverno atraiu milhares de visitantes à região, fortalecendo o comércio, rede hoteleira e setor gastronômico.
Para o economista e professor da UCS, João Pedro Amaral, o momento é de cautela, mas também de boas oportunidades. “A economia local vem demonstrando resiliência. Se houver estabilidade nos próximos meses e manutenção de políticas de incentivo ao setor industrial, Bento pode fechar 2025 com um crescimento acima da média estadual”, analisa.
Empresários locais também estão atentos ao cenário internacional, especialmente à flutuação do dólar e às negociações de acordos comerciais que envolvem o Mercosul. A depender do desempenho do câmbio e da demanda global, a indústria local pode ganhar ainda mais fôlego no último trimestre do ano.