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3 horas atrás

40 anos de histórias, de vidas leitoras, de políticas públicas para a promoção, acessibilidade, incentivo do livro. Tudo isso muito bem representado na Dona Feira, criação do ator e contador de histórias, Damiel Brocker, onde, com seu figurino, celebrou o evento com nomes de patronos e escritores homenageados, utilizando um chapéu com diversos papéis escritos, metaforizando a produção literária.
Cada edição é única, com temáticas que navegam em mares de significados, sempre com o compromisso de incentivar a imersão do público nas diversas narrativas. Neste domingo, 23 de outubro, não foi diferente: o encerramento deixou um repertório transformador, de fascínios e de belezas, de profundas ligações com os diversos gêneros da Literatura nesta grande aventura que se chama Feira do Livro.
No palco, antes da apresentação da Trebbiano, estiveram todos os profissionais, fazedores da cultura, numa grande confraternização que remete ao universal: compartilhar narrativas. Em tempos de velocidade e do imediato, a 40ª Feira do Livro firmou o seu papel fomentador da experiência da leitura. Por meio do seu tema e lema, “O Futuro Começa com um Livro” e “Uma cidade que lê, constrói seu futuro”, traz na raiz a missão: de ser o centro embrionário para as novas gerações; promover a diversidade e as representatividades das expressões artísticas e culturais; da continuidade de transformar vidas, pois ler é revolucionário.
Em sua fala, a escritora homenageada compartilhou sua experiência pela vivência nos 12 dias em que acompanhou as atrações, os lançamentos, comprou livros, buscou autógrafos de escritores, conheceu artistas, de transitar entre a pulsante criação das histórias, de estar em movimento na eterna busca do conhecimento. Ela destacou um ingrediente fundamental: a curiosidade.
“A curiosidade surge quando somos pequenos e não pode ser podada: precisa ser incentivada, estimulada. Nós, que somos adultos, somos responsáveis por esse desejo do querer saber”, expressa Marta.
Para sempre Patrono, o renomado ator Werner Schünemann é ele mesmo uma grande narrativa: traz muitas, sejam no cinema, na música, no teatro, sendo onipresente na formação cultural de muitas pessoas e do imaginário do Rio Grande do Sul. Em Bento Gonçalves, o intérprete do General máximo da Revolução Farroupilha, cantou com “Werner e o bando” e leu Érico Veríssimo para a plateia presente no Clube Aliança num momento que remeteu às contações ouvidas em rodas.
Werner é um defensor do livro, da leitura, da vida narrada, como expressou em pronunciamento. O livro é abertura para a vastidão das paisagens culturais, humanas, das opiniões, do pensamento, do registro. “Fiquei muito honrado de ser o patrono da 40ª Feira do Livro. Sou professor de História, e dentro dela se perguntamos muito de como começou a civilização. Provavelmente, a contação de histórias esteja nesta gênese: é contar ara alguém que viu algo. É mágico isso. Isso desenvolve a língua e é essa que estabelece a civilização. E viva o nosso livro, a nossa feira. Aqui está a representação de tudo como começou: a contação de história. É isso que a gente precisa. Os seres humanos conhecemos pelos livros. Então, a Feira abarca a todos, pois é o alimento de si mesmo’, enfatizou.
A Secretária de Educação, Andreza Ana Peruzzo, esteve presente. A rede municipal de ensino é contemplada com atrações e atividades na Via Del Vino e nos educandários, tendo tido mais de 9 mil alunos participantes. No momento, ela agradeceu aos motoristas que tornam possível a logística e ao Setor Pedagógico, profissionais importantes na execução da promoção literária. “Agradeço ao Setor de Transportes e aos nossos motoristas que fizeram a logística. Ouvir das crianças que essa foi a melhor visita da vida deles, não tem preço. Também agradeço ao Setor Pedagógico que acompanharam os escritores até as escolas que faz a diferença na formação de leitores”.
O diretor do Sesc, Jaques Fachineli, agradeceu as equipes por tornarem a Feira do Livro em realidades possíveis.“Agradeço a toda equipe do Sesc que mantém essa chama da literatura viva. O que importa é a semeadura, das sementes que brotam no coração da operação de significados que as duas Feiras do Livro, a Infantil Sesc e a Municipal, criam”.
O Secretário de Cultura Evandro Soares exteriorizou seu sentimento de compromisso, de colaborar para o desenvolvimento pessoal e coletivo. Ele esteva à frente de dez edições do evento, de oferecer para a comunidade, perspectivas duradouras e participativas na conjuntura leitora, pois fala ao social, ao cultural, a educação. “Bento Gonçalves realiza o seu dever, a sua tarefa: temos duas Feiras e parceiros que coloca o devido valor para a formação como pessoa e como cidade, tendo o livro como instrumento de transformações. Muito obrigado ao livreiros, aos artistas, aos escritores, aos professores, a minha equipe da Secretaria e da Biblioteca, ao animador cultural Damiel Brocker, de tornar possível esse grande evento”, destacou.
Neste ano, a programação contou 48 atrações musicais, 18 peças de teatro, 8 apresentações de dança, 16 contações de histórias, 8 lançamentos de livros, 12 bate-papos/saraus, duas exposições, 48 visitas do Escritor (a) na Escola, 9 livreiros, totalizando 167 atividades.
Os livros mais vendidos foram “Alice Deve Estar Viva”, de Werner Schünemann, “Vime”, de Marta Sassi, “O diário de uma princesa desastrada”, de Maidy Lacerda, “É assim que acaba”, Colleen Hoover, “O Avesso da pele”, de Jeferson Tenório, além da alta procura de mangás.
A 40ª Feira do Livro de Bento Gonçalves foi uma realização da Fundação Casa das Artes, Prefeitura de Bento Gonçalves, Secretarias Municipais da Cultura e da Educação, Biblioteca Pública Castro Alves, Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP e 16ª CRE e conta com o apoio de Caitá Supermercados, Clube Aliança, Tri Hoteis e Projeto de Desing Desalinha da Universidade de Caxias do Sul.