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4 horas atrás

Resiliência e esperança foram as palavras usadas pelo ex-ministro da Economia da gestão passada, Paulo Guedes, para definir o momento atual da conjuntura política e econômica do Brasil. Na palestra de abertura da segunda edição do Summit Serra, que iniciou nesta quinta-feira (09) em Nova Prata (RS), Guedes afirmou que o País tem riquezas únicas que podem torná-lo protagonista no cenário mundial.
Nesse contexto, citou como principais oportunidades a capacidade de gerar energias limpas e baratas, os recursos hídricos e minerais e a produção agropecuária que pode garantir a segurança alimentar do mundo. São riquezas que, segundo Guedes, podem atrair investidores. Mas acredita que para alcançar esta condição, o País precisa resolver os problemas atuais, como gastos elevados do governo, inflação em alta, juros caros e carga tributária sufocante. "Sem mudanças perderemos as oportunidades. O ano de 2026 deve ser de esperança. No momento, a economia piora visivelmente", frisou.
O ex-ministro reforçou que o Brasil é a bola da vez no cenário mundial, mas que pode ocorrer o que tem sido comum: ao invés de chutar para o gol, resolver ir para o lado e brigar. Para que a mudança ocorra, Guedes defendeu que a ideologia conservadora chegue ao poder, colocando a política liberal em segundo plano por não estar mais cuidando da segurança, da economia e de outros temas demandados pela população, e retirando o socialismo do cenário. "É isto que está ocorrendo no Ocidente, que ligou o botão de sobrevivência. As escolhas eleitorais na Argentina, Estados Unidos, Itália e Portugal, dentre outros países, são provas disto. É uma onda que está ocorrendo mundialmente. É impossível reprimir sentimentos", afirmou.
De acordo com Paulo Guedes, a nova onda mundial é a geopolítica, buscando a eficiência econômica. Razão para que os Estados Unidos estejam aplicando novas tarifas sobre importações e fechando as fronteiras, como vários outros países, para inibir a imigração. O ex-ministro destacou, porém, que não acredita na 3ª Guerra Mundial, pois grandes potências, como China, não têm interesse. "Quem busca confusão é quem está perdendo, caso da Rússia, que invadiu a Ucrânia", salientou.
Abertura valorizou parceiros
Na solenidade de abertura, autoridades enalteceram a contribuição do Serra Summit para o desenvolvimento regional. O prefeito de Nova Prata, Umberto Luiz Carnevalli, definiu o evento como iniciativa ousada, iniciada em 2024, que teve e terá apoio da Administração Municipal. Para o deputado federal Luciano Zucco, o evento caracteriza o novo momento da sociedade, que é de conexão e mais concorrência. Também participaram da abertura oficial o presidente da Câmara de Vereadores, Vinício Reinelli; o deputado estadual, Capitão Martim, e a CEO da Plena Gestão de Eventos, realizadora do Serra Summit, Marly Petrykowski