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2 dias atrás

Os moradores de Bento Gonçalves e de outros municípios atendidos pela RGE devem sentir um novo impacto no orçamento com o reajuste das tarifas de energia elétrica. A atualização anual das tarifas, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já está em vigor e atinge consumidores residenciais, estabelecimentos comerciais, indústrias e produtores rurais da região.
Embora o percentual varie conforme a categoria do consumidor e o tipo de fornecimento, o reajuste representa um aumento nas despesas mensais das famílias, especialmente durante o inverno, período em que o consumo de energia costuma crescer devido ao uso mais frequente de chuveiros elétricos, aquecedores, torneiras elétricas e outros equipamentos.
Impacto no orçamento das famílias
Na prática, o aumento pode parecer pequeno quando observado em percentual, mas faz diferença no orçamento ao longo do mês. Em uma residência que costuma pagar cerca de R$ 200 de energia, por exemplo, um reajuste em torno de 7% representa um acréscimo aproximado de R$ 14 na conta mensal. Já para quem paga R$ 300, o aumento fica próximo de R$ 21, enquanto uma fatura de R$ 500 pode subir cerca de R$ 35.
Além da tarifa de energia, a conta também inclui impostos, encargos setoriais e custos de distribuição, fatores que influenciam o valor final pago pelo consumidor.
Comércio também será afetado
O reajuste não atinge apenas as residências. O comércio de Bento Gonçalves também deverá absorver o aumento dos custos operacionais justamente em um período de intenso movimento provocado pelas férias de inverno.
Restaurantes, hotéis, cafeterias, padarias, mercados e lojas utilizam equipamentos de refrigeração, iluminação e climatização durante praticamente todo o dia. O aumento na conta de energia acaba pressionando os custos das empresas, que buscam alternativas para manter a competitividade sem repassar integralmente os valores aos clientes.
Indústria acompanha com atenção
A indústria, um dos principais pilares da economia da Serra Gaúcha, também monitora o impacto do reajuste. Empresas dos setores moveleiro, metalmecânico, alimentício e vitivinícola possuem elevado consumo de energia elétrica, tornando qualquer alteração tarifária um fator importante na composição dos custos de produção.
Entidades empresariais costumam defender investimentos na expansão da geração e da distribuição de energia para reduzir custos e aumentar a competitividade do setor produtivo.
Como economizar energia
Especialistas orientam que pequenas mudanças de hábito ajudam a reduzir o impacto do reajuste:
Evitar banhos muito longos;
Utilizar lâmpadas de LED;
Desligar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso;
Aproveitar a iluminação natural;
Manter a manutenção de geladeiras e freezers em dia;
Utilizar aquecedores apenas quando necessário.
Atenção ao consumo durante o inverno
Com as baixas temperaturas registradas na Serra Gaúcha, o consumo de energia tende a aumentar nos próximos meses. Por isso, especialistas recomendam que os consumidores acompanhem mensalmente o consumo registrado na conta e adotem medidas de eficiência energética para minimizar os impactos do reajuste.
Mesmo com o aumento, a orientação é que os consumidores fiquem atentos aos canais oficiais da RGE e da Aneel para acompanhar eventuais alterações tarifárias, programas de eficiência energética e informações sobre a composição da conta de luz.