GCM recebe uma nova viatura
-
4 horas atrás

O fortalecimento da segurança pública em Bento Gonçalves está vinculado de forma inquestionável ao Consepro. A entidade iniciou sua atuação em 5 de novembro 1980 e, desde lá, tem protagonizado um movimento de união de diferentes setores da sociedade para o que se propôs: injetar recursos nas forças policiais para auxiliar o trabalho delas.
Foi assim que o Consepro surgiu, após um incêndio destruir o prédio da Delegacia de Polícia da cidade, em 1979. Um grupo de empresários, então, se mobilizou e criou o Conselho Municipal de Segurança Pública no ano seguinte, dando origem à atual Fundação Consepro de Apoio à Segurança Pública. O movimento foi essencial para a recuperação do importante ativo da segurança da cidade, estreando uma série de benfeitorias que tem continuado ao longo dos últimos 45 anos. "Quando a comunidade se une, a segurança se transforma, e o Consepro é a prova disso. O Consepro representa um elo essencial entre a comunidade e as forças de segurança, e o trabalho da entidade mostra que segurança também se constrói com participação comunitária", diz o presidente do órgão, Ricardo Piccoli Carvalho.
Muitos foram os avanços oportunizados pelo Consepro à segurança da cidade. Seja com grandes feitos, como a construção do prédio que hoje abriga a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e a doação de mais de 100 veículos para as forças policiais, ou ações como reformas pontuais e auxílio para a compra de combustível, tudo é pensado para o bem-estar comunitário. Ao mesmo tempo em que a comunidade contribui com o Consepro, o Consepro ajuda a comunidade. "A finalidade do Consepro é suprir as necessidades dos órgãos de segurança pública de nosso município, obrigação esta que seria do Estado. É gratificante participar dessa entidade, pois temos o apoio de todos, sem os quais nada seria possível realizar", comenta o ex-presidente Geraldo Antônio Leite, o Lalo, que dirigiu por duas vezes a entidade, incluindo uma gestão em sua década inaugural.
Pedro Batista dos Santos, em uma reunião do Lions Clube, sugeriu criar a organização, que teve a adesão de empresários como Silvino Grapigilia, primeiro presidente, entre 1980 e 1981. Draito Alegretti ficou no cargo entre 1982 e 1984 e Lalo, entre 1985 e 1988. Em 1989, durante a primeira gestão de Jovino Antônio Demari, o conselho se transformou em fundação. Assim como ele, que ficou no cargo até 1991 e voltou para presidir a entidade entre 1994 e 2006, Lalo também geriu o Consepro outra vez, de 2007 a 2016 – a entidade também foi presidida por Antônio José Enriconi, entre 1991 a 1993. A passagem de Lalo pelo Consepro em momentos distintos foi repleta de realizações, entre as quais estão a instalação do Posto de Identificação, a criação do Módulo Policial na Praça Centenário e o início do projeto de instalação das câmeras de vigilância na cidade.
Uma demonstração da dimensão do trabalho do Consepro pode ser exemplificada num breve recorte dos últimos quatro anos de sua atuação. Entre 2021 e 2024, o Consepro intermediu a aplicação de mais de R$ 5,3 milhões nos órgãos de segurança da cidade. O fortalecimento do caixa da entidade foi uma das marcas da gestão de Adriano De Bacco frente ao órgão nesse mesmo período. Nesse sentido, os projetos junto às Varas de Execução Criminal da região foram uma das principais frentes de atuação. "Tudo objetivou, também, fortalecer as forças policiais para que tivessem mais recursos e condições", diz.
O montante oportunizou uma série de avanços para as forças policiais. Uma das principais foi a construção do prédio da Força Tática da Brigada Militar, que atende a 12 municípios da região. A construção de um muro no entorno do estacionamento, bem como a instalação de uma plataforma de inspeção veicular, ambas na Polícia Rodoviária Federal, e a intermediação para a aquisição de um drone com câmera termográfica que facilita a identificação de calor humano, para o Corpo de Bombeiros, também estão entre as ações. A gestão de De Bacco, ainda, oportunizou uma ampla reforma na Delegacia de Policia de Pronto Atendimento e na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, promovendo melhorias tanto para os servidores quanto para o público. "Tudo que a gente faz no Consepro é para fortalecer as forças policiais e melhorar o atendimento à população", comenta De Bacco, reforçando, ainda, o trabalho para aumentar a integração entre as polícias.
O Consepro chegou nesse estágio, também, pelo sucessivo encadeamento de ações e projetos de gestão para gestão. Cada progresso conquistado segue estratégias já delineadas. O trabalho de José Carlos Zortea à frente da entidade, entre 2019 e 2020, esteve focado na organização administrativa de procedimentos do órgão. Isso permitiu cadastrar a fundação em várias frentes, principalmente com a Justiça, para a busca de recursos, como as disponíveis via TAC (termo de ajustamento de conduta). "Como fundação, somos auditados pela Procuradoria das Fundações, e isso requer muita transparência em todo e qualquer valor que transita", comenta Zortea. Para ele, o Consepro cumpre um papel fundamental na sociedade. "Sabemos que a segurança é dever do Estado, mas também é preciso o apoio do cidadão. O Consepro ajuda os nossos órgãos de segurança a nos propiciar mais segurança, beneficiando a todos", destaca. Entre algumas das ações de sua gestão, destacam-se a instalação de uma balança na PRF e a cobertura das garagens da Brigada Militar.
Antecessor de Zortéa, Laércio Pompermayer presidiu o Consepro em 2018. Durante seu mandato, pautou as ações, principalmente, em duas frentes, dando continuidade a projetos da gestão que o antecedeu. Assim, ganharam prioridades os movimentos de apoio à construção do novo presídio e ao sistema de câmeras de monitoramento do município. Em sua avaliação, o Consepro está cada vez mais importante. "O trabalho do Consepro se tornou uma necessidade a partir do momento que o nosso Estado não conseguiu mais investir na segurança pública dos municípios", observa.
Esse também é o pensamento Elton Gialdi, que presidiu o Consepro em 2017 e assumiu, no ano seguinte, a gestão do Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG) – um dos principais parceiros da entidade. Para ele, o Consepro significa a sociedade civil organizada apoiando a segurança pública do município. E isso traz muitas vantagens. "O Consepro consegue oferecer um dinamismo, uma capacidade de investimento sem a burocracia dos governos, amparando de forma rápida as forças de segurança que, com esse trabalho, mostra que elas não estão sozinhas, que estão amparadas pela sociedade", pontua Gialdi. Foi em sua gestão que houve a inauguração da sala de monitoramento das câmeras de vigilância da cidade. Ele também destaca outro aspecto no período em que liderou a entidade, a aproximação do Consepro com a sociedade. "Quis levar mais transparência, do que é e para que serve o Consepro, fazer uma prestação de contas com maior clareza, aproximar o Consepro da comunidade e também a comunidade das forças de segurança", comenta.
Assim, envolvendo a sociedade, o Consepro segue, com a contribuição de cada um, fazendo muito.