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Bento Gonçalves registra maior volume de chuva desde as enchentes de 2024 e alerta para áreas de risco

Município acumula 172 milímetros de chuva em 48 horas; índice já é o maior desde maio de 2024 e exige atenção da população

  1. Publicado em 21/07/2026
Bento Gonçalves registra maior volume de chuva desde as enchentes de 2024 e alerta para áreas de risco

Bento Gonçalves enfrenta um dos episódios de chuva mais significativos dos últimos dois anos. Nas últimas 48 horas, o município acumulou 172 milímetros de precipitação, o maior volume registrado desde as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.

O elevado acumulado mantém a Defesa Civil, a Prefeitura e os órgãos de segurança em alerta permanente. Equipes seguem monitorando encostas, estradas e bairros considerados mais suscetíveis a deslizamentos, além de atender ocorrências provocadas pelo excesso de chuva.

Embora o cenário inspire preocupação, especialistas ressaltam que a situação ainda é diferente da registrada durante a tragédia climática de 2024.

 

Comparação com maio de 2024

Durante os eventos extremos de maio de 2024, diversas áreas de Bento Gonçalves registraram acumulados próximos ou superiores a 300 milímetros de chuva em poucos dias. Foi justamente a partir desse volume que ocorreram os principais deslizamentos de terra que atingiram bairros, comunidades do interior e rodovias da região.

Agora, com 172 milímetros acumulados em apenas 48 horas, o município já registra o maior índice desde aquele período crítico. As previsões meteorológicas indicam que o acumulado ainda pode se aproximar ou até ultrapassar os 200 milímetros antes da estabilização do tempo.

Apesar de os números ainda estarem abaixo dos volumes observados em maio de 2024, o solo permanece bastante encharcado, aumentando significativamente o risco de movimentação de terra, principalmente em áreas de encosta.

 

Solo saturado aumenta o risco

Mais do que o volume isolado de chuva, um dos fatores que mais preocupa os técnicos é a saturação do solo. Quando a terra perde sua capacidade de absorver água, cresce o risco de deslizamentos, quedas de barreiras e rachaduras em terrenos.

Por esse motivo, a Defesa Civil reforça que moradores de áreas consideradas vulneráveis devem permanecer atentos a sinais como:

rachaduras em muros ou paredes;

inclinação de árvores ou postes;

surgimento de trincas no terreno;

água escorrendo de barrancos de forma incomum;

estalos provenientes do solo ou de construções.

Ao identificar qualquer um desses sinais, a orientação é deixar o local imediatamente e acionar os órgãos de emergência.

 

Monitoramento segue intenso

Durante esta terça-feira, as equipes municipais continuaram acompanhando bairros e comunidades como Cohab, Zatt, Verona e Faria Lemos, além de manter a fiscalização em pontos onde já houve registros de deslizamentos ou queda de pedras.

Também permanecem bloqueios e restrições em algumas vias do município devido às condições de segurança.

 

Previsão ainda exige cautela

Os modelos meteorológicos indicam que a instabilidade deverá perder força gradativamente nos próximos dias. No entanto, enquanto houver previsão de chuva, o risco continuará elevado em função da quantidade de água já acumulada no solo.

A expectativa é de que, com a chegada de uma massa de ar mais seco, o tempo comece a firmar e as equipes possam realizar avaliações mais detalhadas das áreas afetadas.

 

Defesa Civil faz alerta

Mesmo sem repetir, até o momento, os volumes extremos registrados em maio de 2024, a Defesa Civil destaca que todo o cuidado é necessário, principalmente para quem mora ou precisa circular por áreas de risco.

A recomendação é evitar locais próximos a encostas durante os períodos de chuva intensa e respeitar eventuais bloqueios realizados pelos órgãos de segurança.

Em caso de emergência, os moradores devem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199, a Guarda Civil Municipal pelo 153, o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou o Departamento Municipal de Trânsito pelo 118.

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