Câmara Bento aprova projetos e reconhece trabalho da Comunidade Rural Terapêutica
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2 dias atrás

Apesar do número expressivo, o cenário atual ainda apresenta diferenças importantes em relação ao evento extremo registrado no ano passado, quando a combinação de chuva persistente, solo completamente saturado e acumulados próximos ou superiores a 300 milímetros desencadeou uma série de deslizamentos de terra, bloqueios de rodovias e danos em diversos bairros e comunidades do interior.
A principal diferença está no volume acumulado e na forma como a chuva ocorreu.
Embora 172 milímetros em apenas dois dias representem um índice muito elevado, o acumulado ainda está abaixo do registrado durante a tragédia de maio de 2024, quando algumas regiões do município ultrapassaram os 300 milímetros em poucos dias.
Além da quantidade de chuva, outro fator determinante foi a persistência da instabilidade. Em 2024, as precipitações se mantiveram por vários dias consecutivos, impedindo que o solo absorvesse ou drenasse a água. O resultado foi a saturação completa do terreno, aumentando drasticamente o risco de deslizamentos e desmoronamentos.
Neste episódio, embora o solo também esteja encharcado, a previsão meteorológica indica uma redução gradual da chuva nos próximos dias, o que pode favorecer a drenagem natural e diminuir o risco de novas ocorrências.
Mesmo com um cenário menos severo do que o observado em 2024, a Defesa Civil alerta que o risco permanece elevado, principalmente em áreas de encosta.
Quando o solo atinge um alto nível de saturação, qualquer nova precipitação pode provocar movimentações de terra. Por isso, equipes seguem monitorando bairros e localidades como Zatt, Verona, Faria Lemos, Cohab e outras comunidades que historicamente apresentam maior vulnerabilidade.
Além disso, permanecem bloqueios em alguns trechos do município devido ao risco de queda de pedras e deslizamentos.
Após os eventos de maio de 2024, Bento Gonçalves ampliou os protocolos de resposta para situações de emergência. O monitoramento das áreas de risco passou a ser mais frequente, os sistemas de alerta foram reforçados e a integração entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal e demais órgãos municipais foi intensificada.
Essas medidas permitem uma atuação mais rápida diante de ocorrências, com interdições preventivas, acompanhamento constante das áreas mais sensíveis e comunicação mais ágil com a população.
Embora não haja, até o momento, um cenário semelhante ao de maio de 2024, os especialistas reforçam que o momento exige cautela.
Moradores que vivem próximos a encostas ou áreas de risco devem observar sinais como rachaduras em muros e terrenos, inclinação de árvores ou postes, surgimento de trincas e água escorrendo de barrancos de forma incomum. Caso qualquer um desses indícios seja identificado, a recomendação é deixar o local imediatamente e acionar a Defesa Civil.
Também é importante respeitar as interdições de vias e evitar deslocamentos desnecessários durante períodos de chuva intensa.
Os modelos meteorológicos apontam que a instabilidade deve perder força gradualmente, com redução da chuva e retorno do tempo mais firme ao longo dos próximos dias. A entrada de uma massa de ar mais frio e seco deve favorecer a diminuição dos riscos e permitir uma avaliação mais detalhada das áreas afetadas.
Ainda assim, a orientação é que a população continue acompanhando os boletins oficiais e mantenha atenção enquanto o solo permanecer saturado.